segunda-feira, janeiro 18, 2016
That's Talmud !
"Rabbi, I wish to study Talmud."
“Do you know Aramaic?”
“No."
“Hebrew?”
“No."
“Have you ever studied Torah?”
“No, Rabbi, but I graduated from Harvard summa cum laude in philosophy, and received a PhD from Yale. I'd like to round out my education with a bit of Talmud.”
“I doubt that you are ready for Talmud. It is the broadest and deepest of books. If you wish, however, I will examine you in logic, and if you pass the test I will teach you Talmud.”
"Good. I'm well versed in logic."
"First question. Two burglars come down a chimney. One emerges with a clean face, the other with a dirty face. Which one washes his face?”
”The burglar with the dirty face."
“Wrong. The one with the clean face. Examine the logic. The burglar with a dirty face looks at the one with a clean face and thinks his face is clean. The one with a clean face looks at the burglar with a dirty face and thinks his face is dirty. So the one with the clean face washes.”
“Very clever. Another question please.”
“Two burglars come down a chimney. One emerges with a clean face, the other with a dirty face. Which one washes his face?”
“We established that. The burglar with the clean face washes.”
“Wrong. Both wash. Examine the logic. The one with a dirty face thinks his face is clean. The one with a clean face thinks his face is dirty. So the burglar with a clean face washes. When the one with a dirty face sees him washing, however, he realizes his face must be dirty too. Thus both wash.”
“I didn’t think of that. Please ask me another.”
“Two burglars come down a chimney. One emerges with a clean face, the other with a dirty face. Which one washes his face?”
“Well, we know both wash.”
“Wrong. Neither washes. Examine the logic. The one with the dirty face thinks his face is clean. The one with the clean face thinks his face is dirty. But when clean-face sees that dirty-face doesn’t bother to wash, he also doesn’t bother. So neither washes. As you can see, you are not ready for Talmud.”
"Rabbi, please, give me one more test.”
“Two burglars come down a chimney. One emerges with a clean face, the other with a dirty face. Which one washes his face?”
“Neither!”
“Wrong. And perhaps now you will see why Harvard and Yale cannot prepare you for Talmud. Tell me, how is it possible that two men come down the same chimney, and one emerges with a clean face, while the other has a dirty face?"
"But you've just given me four contradictory answers to the same question! That's impossible!"
"No, my son, that's Talmud."
sexta-feira, janeiro 06, 2012
sexta-feira, julho 22, 2011
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Eugénio de Andrade
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Albert Einstein
"A human being is a part of the whole that we call the universe, a part limited in time and space. He experiences himself, his thoughts and feelings, as something separated from the rest - a kind of optical illusion of his consciousness. This illusion is a prison for us, restricting us to our personal desires and to affection for only the few people nearest us. Our task must be to free ourselves from this prison by widening our circle of compassion to embrace all living beings and all of nature. "
quarta-feira, outubro 27, 2004
Kenji Mizoguchi
The sixth of some fourteen films that the great actress Kinuyo Tanaka made for the master Mizoguchi was this historical biography of Sumako Matsui, one of Japan's first modern stage actresses and first emancipated women. The film details Sumako's famed relationship with noted stage director Hogetsu Shimamura, one of the founders of the shin-geki movement advocating Western-style theatrical realism. The two fall in love while rehearsing the first Japanese production of Ibsen's A Doll's House, in which Sumako is to play Nora. Shimamura abandons his wife and child for a personal and professional partnership with his star actress, and events soon take a tragic turn. Offering a fascinating, fact-based account of the rise of Western theatre in Japan, and unfolding as a rich, accomplished melodrama which makes artful use of the life-and-stage-as-mirrors motif, The Love of Sumako the Actress "represents a plateau of excellence in the work of Mizoguchi" (Noël Burch). The film is often cited -- with Victory of Women (1946) and My Love Has Been Burning (1949), both of which also star Tanaka -- as part of a Mizoguchi "Fighting Women" trilogy. A Teinosuke Kinugasa-directed version of Sumako's story, called Actress (Joyu), and starring Mizoguchi regular Isuzu Yamada, appeared the same year. Director: Kenji Mizoguchi. Cast: Kinuyo Tanaka, So Yamamura, Eijiro Tono, Kikue Mori. B&W, In Japanese with English subtitles. [Daniel Richard]
Fez-me lembrar a "Noite de estreia" do Cassevetes, no cruzamento da vida do actor, neste caso actriz, com a representacao em palco. Pungentes as cenas em que o encenador exige a repeticao exaustiva da cenas, ate' lhe parecer a entoacao correcta das frases, de forma a que estas possam exprimir os sentimentos expressos no drama de Ibsen. Estas repeticoes vao permitir mais tarde na representacao seja sufiente escutar o texto, deixando a camara livre para explorar outros caminhos. A passagem do tempo neste filme e' um pouco desconcertante, mas claramente eficaz, o realizador centra a toda a energia num punhado de cenas chaves, e informa-nos de passagem o tempo decorrido na historia. Bonita a personagem do director da escola, primeiro rejeitando o encenador porque este se juntou com a amante deixando a familia, mas depois da morte do encenador, tudo faz para concretizar o sonho do teoria moderno em que ele tambem acredita, assumindo-se alem disso como o admirador do trabalho artistico de Sumako( a amante), e na importancia desta para a concretizao do projecto de reforma do teatro.
Uma ultima palavra para o local onde vi o filme, Japan society em Manhattan, com um programa de classicos japoneses de luxo, um local a ter em conta.
quarta-feira, outubro 20, 2004
Nuri Bilge Ceylan
1995 - KOZA (Cocoon). Short film. 35mm. 20min. Black&White
1997 - KASABA (The Small Town). 35mm. 85min. Black&White
1999 - MAYIS SIKINTISI (Clouds of May) .117min. 35mm. Color
2002 - UZAK (Distant) . 110min. 35mm. Color
Vi os dois ultimos filmes. "Clouds of May" parece ter sido influenciado por Kiriastomi, a mesma generosidade, o personagem no lugar do proprio realizador a' procura do filme que decorre. Cada personagem tem a sua propria obcessao, o "realizador" quer fazer o seu filme dentro do filme, o miudo quer o relogio/isqueiro com musica, o pai nao quer perder o pedaco de terra para o estado, o alfaiate considera o cliente injusto, o primo quer ir para Istanbul, o velho viuvo que deixa de pensar na mulher( a tartaruga quer se ir embora) . Apenas a Mae parece estar bem, no sentido em que nao procura algo que nao tem, embora ela sinta que os anos estao a passar depressa e que ela, e o marido, estao a ficar velhos. Sim, e' um filme sobre o envelhecimento de uma forma saudavel ou pelo menos pacifica, "Todos morremos um dia, e' um facto que nao merece discussao" diz o "realizador" mais ou menos isto a meio do filme ao viuvo incoformado. Cena maravilhosa quando o miudo quando e' literalmente obrigado a transportar o cesto dos tomates para um lugar de dificil acesso, e por causa disse quebra o ovo que transpotava no bolso como paga para vir a ganhar o relogio, revoltado lanca os tomates por uma ladeira, e invade o galinheiro para roubar outro ovo. Ele, o miudo, que tinha se mostrado indignado na proposta do realizador que lhe dizia para cozer o ovo para este nao partir, ou deixa-lo no caminho para a escola e pega-lo no regresso. Quer isto dizer que afinal vale tudo e que so' devemos cumprir as regras se existir perigo de sermos descobertos? Nao, e' apenas uma cena divertida, nao vale a pena tirar conclusoes precipitadas, pelo menos antes de ver o filme.