A frase que inventei para o título do meu blogue, aparece duas vezes no
ciberespaço segundo o mui sábio Google. A primeira resposta/proposta do Google é um poema, provavelmente como algumas das estrelas que admiramos no céu e sabemos extintas, também o site original já fechou, mas o zeloso Google guarda ("Cached") toda a sabedoria humana para que nada se perca. Não consegui no entanto saber o nome do autor do poema,
o qual me roubou a parca frase mesmo antes de eu a ter pensado.
"
Ser é escrever-me
Quando, em noites de solidão,
peregrinamos
o prazer da criação,
eis que as palavras
voltam a ser nascente,
águas vivas
da
memória que resiste.
As palavras necessárias
que, às vezes, ganham sentido,
quando, sem procurar porquê,
a poesia acontecer.
Retomo a velha pena
de escrever-me
que recatara,
no tombo dos feitos
nunca findos.
Lavo, de seu aparo dourado,
restos secos,
de tinta sofrida,
e logo volta a fluidez
navegante
dos poemas por fazer.
A proa da caneta
riscando fina
a breve rugosidade do papel,
os manuscritos que resguardo
nas gavetas vivas do passado,
e os livros, companheiros,
que, lendo e relendo,
vou recriando
em madrugadas de espera. "