quinta-feira, outubro 28, 2004

Albert Einstein



"A human being is a part of the whole that we call the universe, a part limited in time and space. He experiences himself, his thoughts and feelings, as something separated from the rest - a kind of optical illusion of his consciousness. This illusion is a prison for us, restricting us to our personal desires and to affection for only the few people nearest us. Our task must be to free ourselves from this prison by widening our circle of compassion to embrace all living beings and all of nature. "

quarta-feira, outubro 27, 2004

Kenji Mizoguchi

The Love of Sumako the Actress (1947) 95m. (Joyu Sumako no koi)
The sixth of some fourteen films that the great actress Kinuyo Tanaka made for the master Mizoguchi was this historical biography of Sumako Matsui, one of Japan's first modern stage actresses and first emancipated women. The film details Sumako's famed relationship with noted stage director Hogetsu Shimamura, one of the founders of the shin-geki movement advocating Western-style theatrical realism. The two fall in love while rehearsing the first Japanese production of Ibsen's A Doll's House, in which Sumako is to play Nora. Shimamura abandons his wife and child for a personal and professional partnership with his star actress, and events soon take a tragic turn. Offering a fascinating, fact-based account of the rise of Western theatre in Japan, and unfolding as a rich, accomplished melodrama which makes artful use of the life-and-stage-as-mirrors motif, The Love of Sumako the Actress "represents a plateau of excellence in the work of Mizoguchi" (Noël Burch). The film is often cited -- with Victory of Women (1946) and My Love Has Been Burning (1949), both of which also star Tanaka -- as part of a Mizoguchi "Fighting Women" trilogy. A Teinosuke Kinugasa-directed version of Sumako's story, called Actress (Joyu), and starring Mizoguchi regular Isuzu Yamada, appeared the same year. Director: Kenji Mizoguchi. Cast: Kinuyo Tanaka, So Yamamura, Eijiro Tono, Kikue Mori. B&W, In Japanese with English subtitles. [Daniel Richard]

Fez-me lembrar a "Noite de estreia" do Cassevetes, no cruzamento da vida do actor, neste caso actriz, com a representacao em palco. Pungentes as cenas em que o encenador exige a repeticao exaustiva da cenas, ate' lhe parecer a entoacao correcta das frases, de forma a que estas possam exprimir os sentimentos expressos no drama de Ibsen. Estas repeticoes vao permitir mais tarde na representacao seja sufiente escutar o texto, deixando a camara livre para explorar outros caminhos. A passagem do tempo neste filme e' um pouco desconcertante, mas claramente eficaz, o realizador centra a toda a energia num punhado de cenas chaves, e informa-nos de passagem o tempo decorrido na historia. Bonita a personagem do director da escola, primeiro rejeitando o encenador porque este se juntou com a amante deixando a familia, mas depois da morte do encenador, tudo faz para concretizar o sonho do teoria moderno em que ele tambem acredita, assumindo-se alem disso como o admirador do trabalho artistico de Sumako( a amante), e na importancia desta para a concretizao do projecto de reforma do teatro.
Uma ultima palavra para o local onde vi o filme, Japan society em Manhattan, com um programa de classicos japoneses de luxo, um local a ter em conta.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Nuri Bilge Ceylan

Nuri Bilge Ceylan was born in Istanbul, Turkey, 1959. After graduating from Engineering Department of Bosphorus University, he studied Film Making for two years at Mimar Sinan University, Istanbul.
1995 - KOZA (Cocoon). Short film. 35mm. 20min. Black&White
1997 - KASABA (The Small Town). 35mm. 85min. Black&White
1999 - MAYIS SIKINTISI (Clouds of May) .117min. 35mm. Color
2002 - UZAK (Distant) . 110min. 35mm. Color

Vi os dois ultimos filmes. "Clouds of May" parece ter sido influenciado por Kiriastomi, a mesma generosidade, o personagem no lugar do proprio realizador a' procura do filme que decorre. Cada personagem tem a sua propria obcessao, o "realizador" quer fazer o seu filme dentro do filme, o miudo quer o relogio/isqueiro com musica, o pai nao quer perder o pedaco de terra para o estado, o alfaiate considera o cliente injusto, o primo quer ir para Istanbul, o velho viuvo que deixa de pensar na mulher( a tartaruga quer se ir embora) . Apenas a Mae parece estar bem, no sentido em que nao procura algo que nao tem, embora ela sinta que os anos estao a passar depressa e que ela, e o marido, estao a ficar velhos. Sim, e' um filme sobre o envelhecimento de uma forma saudavel ou pelo menos pacifica, "Todos morremos um dia, e' um facto que nao merece discussao" diz o "realizador" mais ou menos isto a meio do filme ao viuvo incoformado. Cena maravilhosa quando o miudo quando e' literalmente obrigado a transportar o cesto dos tomates para um lugar de dificil acesso, e por causa disse quebra o ovo que transpotava no bolso como paga para vir a ganhar o relogio, revoltado lanca os tomates por uma ladeira, e invade o galinheiro para roubar outro ovo. Ele, o miudo, que tinha se mostrado indignado na proposta do realizador que lhe dizia para cozer o ovo para este nao partir, ou deixa-lo no caminho para a escola e pega-lo no regresso. Quer isto dizer que afinal vale tudo e que so' devemos cumprir as regras se existir perigo de sermos descobertos? Nao, e' apenas uma cena divertida, nao vale a pena tirar conclusoes precipitadas, pelo menos antes de ver o filme.